Coldplay visita Ronaldo e põe o Corinthians na mídia internacional
Ronaldo não é apenas um jogador de futebol para o Corinthians. Ele atrai dinheiro, como pôde ser comprovado no milionários contrato de patrocínio com o Grupo Hypermarcas, que pagará R$ 38 milhões por temporada (são dois anos) para aparecer com três de seus produtos na camisa. É o maior acordo da história do futebol brasileiro.
Para chegar a essa cifra, um dos argumentos da diretoria de marketing foi o de que o Fenômeno gera retorno de mídia mundial. Nesta terça-feira, o parceiro percebeu o alcance globalizado. Conhecidos do craque desde 2005, quando se encontraram em Madri, três integrantes da banda inglesa Coldplay, que faria na noite desta terça um show para 60 mil pessoas no estádio do Morumbi, visitaram o Parque São Jorge pela manhã.

Coldplay ganha camisa do Corinthians (Foto: Contigo!)
Imagens que rodaram o mundo, via internet, durante toda a tarde e com certeza estampariam também nesta quarta as páginas de conceituados jornais na Europa e até nos Estados Unidos.
O staff do Coldplay entrou diretamente em contato com a direção corintiana. A banda queria ver Ronaldo. No final da tarde de segunda, o próprio Fenômeno conversou com Chris Martin, vocalista e nome mais conhecido do grupo, para confirmar o convite. Não está especificado no contrato, mas é importante Ronaldo gerar fatos para que o nome dos patrocinadores seja divulgado no exterior. Ele tem direito a quase R$ 13 milhões do contrato com a Hypermarcas.
Martin acabou vetado e não pôde ir ao encontro para poupar sua voz – que poderia ser prejudicada com o frio e a garoa paulistana. Mas Jon Buckland (guitarra), Guy Berryman (baixo) e Will Champion (bateria) bateram bola com Ronaldo, William, Paulo André e Edu, fluentes em inglês – este último, por sinal, é ídolo de Berryman, torcedor do Arsenal, clube pelo qual o volante jogou.
Ronaldo conversou no gramado por algum tempo com Buckland, fã assumido do craque. Em 2005, quando se conheceram, Chris Martin contou que nunca havia visto o guitarrista sem fala na frente de uma pessoa. “Ele nem respirou quando encontrou Ronaldo”, disse Martin, na ocasião.
Os integrantes do Coldplay são fanáticos por futebol a ponto de adiar por uma hora um show, em 2007, para ver pela TV a Inglaterra vencer a inexpressiva Andorra por 2 a 0. No campo, Buckland, Berryman e Champion vestiam camisas do Corinthians, com seus nomes atrás, igual a dos jogadores.
ENCONTROS – Em maio do ano passado, Ronaldo já havia atraído a um treino corintiano no Parque Ecológico do Tietê o ator Hugh Jackman, conhecido por interpretar Wolverine no cinema. Jackman ganhou uma camisa com um X, marca do personagem, nas costas. Em novembro, teve um encontro com Shimon Peres, presidente de Israel, quando também o presenteou com uma camisa com o nome do político em destaque. “É uma parceria (Ronaldo e Corinthians) de sucesso. Está provado”, disse o diretor de marketing, Luís Paulo Rosenberg.
SEM OBA-OBA – Além do bate bola com integrantes do Coldplay, um caminhão invadiu o Parque São Jorge nesta terça. É o veículo corintiano que será usado na Fórmula Truck. Trata-se de uma iniciativa do departamento de marketing, que no começo do ano viu Mano Menezes reclamar de alguns projetos – como amistosos em meio à Libertadores.
Nesta terça, o treinador até brincou com as presenças dos músicos e do caminhão pouco minutos depois de encerrar um treino “O ronco (do caminhão) foi forte, impressiona. Mas não teve festa nenhuma aqui, não. Foi só um evento”, disse Mano.
Ele garantiu não ser fã do Coldplay e que a seriedade para a disputa do Campeonato Paulista e da Copa Libertadores continua a mesma do início do ano. “Parcerias como essas são importantes financeiramente para o clube. Mas aqui no futebol temos de deixar tudo isso de lado e nos concentrar no trabalho. E podem ter certeza de que os jogadores estão focados nas próximas partidas”.
Ronaldo às vezes precisa perder algum treino para gravar comerciais. Mano autoriza sem problema porque sabe que o acordo do Fenômeno com o Corinthians é, antes de tudo, comercial. O treinador garante que isso não atrapalha a preparação do camisa 9 para a temporada.
O que Mano mais teme não é o “oba-oba” de eventos, mas a pressão que a torcida exerce sobre o time para vencer a Libertadores. A semana passada assustou porque a estreia contra o Racing uruguaio já era considerada como uma final.
Fonte: Bem Paraná
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